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March 31 Relações interpessoaisCena 1: Festa de aniversário de uns amigos dos meus tios. Presentes: quase todos os membros da minha família. Conhecidos: Além deles, aniversariante, marido e filha.
Cena 2: Convidada quer bater um papo para sociabilizar as pessoas da festa e senta ao nosso lado. Não pára de falar um instante, sobre os mais diversos assuntos, sendo estes, em grande parte, totalmente desconectados.
Cena 3: Minha mãe e eu estamos sociabilizando com a convidada quando ela pergunta:
- Que alta tua filha (e eu do lado!), não gosta de praticar esportes?
Minha mãe responde (comigo ainda ali!!):
- Já jogou vôlei por muitos e muitos anos (e eu só balançando a cabeça)
- E não faz mais nenhuma atividade?
- Não...
- Por que?
Daí eu me 'meti' na conversa delas:
- Depois de fazer "obrigada" uma mesma coisa por 10 anos, tu pega nojo...
Daí ela me solta essa:
- Deveria fazer algum esporte, é bom. Assim tu nunca vai precisar tomar fluoxetina na vida.
Tive vontade de rir na cara dela. Muita vontade. Vontade de dizer: mas tu não tem noção, minha querida! Cala essa boca, pelamordedeus. Se tu, que tá se achando a última bolachina do pacote, precisa tomar fluoxetina, devia consultar outro psiquiatra que esse negócio tá te fazendo é mal! Ou daqui a pouco tu vai ter uma overdose. Tu precisa é de freios nessa língua e não anti-depressivos (ou chamem como quiser).
Depois de pensar tudo isso na minha cabeça e dizer mentalmente mais uns palavrões direcionados a ela, soltei um sorrisinho de leve e disse:
- Provavelmente eu nunca vá precisar tomos fluoxetina... assim espero. Não faz o meu tipo.
Foi o melhor que consegui soltar da minha boca sem chamá-la de louca, infeliz ou coisa parecida.
Melhor que isso foi ver minha tia, sentada ao meu lado, dar risadas e balançar a cabeça afirmativamente. Me senti num palco sendo aplaudida de pé pela platéia depois da melhor tirada do século. (PS: Pra quem não sabe, minha tia é quase o buda. Ter a aprovação dela nas minhas atitudes é como se eu fosse a melhor pessoa do mundo.) Além disso, gostaria de enfatizar e receber posts me elogiando, fui totalmente controlada, politicamente correta e até engraçada. Parabéns com três estrelinhas pra mim!
Pra terminar, meu último pensamento: como pode a irmã dela ser uma pessoa tão maravilhosa, ótima de lidar, divertida, uma flor? Será que ela também tomo fluoxetina?
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Mudando de saco pra mala: Feliz do homem que não precisa limpar os ralos dos seus banheiros! March 19 RestauraçãoEstavam falando no Jornal Nacional sobre a restauração das obras do Aleijadinho. Esses dias também estavam falando da restauração de umas cidades na Itália que foram cobertas pelo magma do Vesúvio há muitíssimos anos atrás. Daí eles trouxeram a cidade de volta à luz, ao ar, à chuva... Lindo! mas os caras gastam rios de dinheiro e tempo para reconstruir uma coisa que não tem conserto. Hoje eles arrumam, amanhã vai estar tudo ralado de novo. Sou totalmente a favor da preservação de tudo o que for histórico. Mas isso que querem fazer já é demais pra mim. O busto que o Aleijadinho fez está numa praça, ao ar livre, e está se deteriorando (não sei se esse verbo serve pra isso, mas dá pra entender o que eu quero dizer). Mas isso também é história. Isso também é arte. As pessoas querem eternizar uma coisa que não foi feita pra ser eterna, ou melhor, foi feita para ser eterna na nossa memória, no sentimento que aflorou em nós quando vimos a arte, ou nas vidas que foram vividas e que foram levadas, e não para nunca ser destruída. Foi feita para ser vista, admirada, contada. Nasceu, viveu e vai ter que morrer um dia. O que vai ficar são as lembranças do que foi esse artista ou do que foi uma cidade. Isso é história. Uma história que vai ser contada no futuro, que vai ser mostrada através de fotos e, até mesmo, de outras obras de arte como um quadro. Nós também temos nossas coisas para mostrar, nossa história para contar hoje, que vai ficar na memória de quem viu, de quem conviveu conosco, de quem ouviu as histórias das nossas vidas da boca de outras pessoas, assim nós vamos viver muito tempo, e também, um dia, vamos ser esquecidos porque virão outras pessoas, outras vidas, outras histórias, outras obras, outras cidades. E não há nada que se possa fazer para evitar que o tempo passe, que as coisas mudem, que o mundo gire. Felizmente. GelatinaNão gosto de comida com gelatina. Nem doce, nem salgado. Deveria, já que tem aquela coisa que deixa a pele boa, esticada, e gelatinosa por muitos anos, mas não gosto. March 16 ConversaTá certo que mulher fala pelos cotovelos e fala tanto porque está sempre tentando transformar em palavras os sentimentos que a atormentam ou a fazem feliz. Mas o que ninguém pode negar é o quão bom é uma conversa. Seja qual for o assunto, seja um papo cabeça, um besteirol ou uma discussão. Quando a gente coloca pra fora o que tá preso no peito, a sensação de alívio e satisfação é instantânea. Melhor ainda é dividir nossos porquês com quem escuta, com quem se importa, com quem tem uma opinião para dar e, principalmente, com quem entende o que tu estás dizendo e consegue dividir experiências, trocar pensamentos e aprender com o que é falado.
Posso dizer que sou muito sortuda por ter uma familia assim, que gosta de uma conversa, que gosta de querer saber como tu tá. Assim é a minha mãe e a Kássia. Elas me ligam todos os dias. T-O-D-O-S. Às vezes, mais de uma vez por dia, mesmo não tendo nada pra conversar, só pra saber se tá tudo bem, o que tá fazendo... é uam maneira de estar perto. Até porque, depois de muitos anos convivendo dia e noite (éramos vizinhas de porta, no caso da Kássia e éramos vizinhas de porta de quarto, quando eu morava com a minha mãe), é difícil se afastar. E nenhuma de nós quer isso.
Algumas pessoas não entendem o relacionamento que eu tenho com a minha família... na semana passada, por exemplo, fui numa festa do Guayba (já comentei antes) com a minha irmã e o Fabiano, com meus pais e com um casal de amigos deles. Fomos até lá pra prestigiar o marido da minha prima que foi eleito presidente do clube. Ou seja, a família estava lá em peso. Também não troco por nada o nosso veraneio em alguma casa alugada qualquer. Se tem coisa boa, é ficar com quem se gosta, em quem se confia, com quem se pode ser 'eu mesmo', sem máscaras e com muitas risadas. RádioPasmem: estou ouvindo pagode.
Pasmem mais: na Metrô, 91,3fm!
Acho que essa coisa foi crescendo depois do último fim-de-semana quando fui pro Guayba Country Club assistir ao show da Super Jam e acabei dançando pagode no intervalo com meu cunhado pé-de-valsa.
Não preciso de internação, é só um surto, já vai passar. Ou não... memorizei a rádio no som do carro... March 08 Completa!Acabei de comprar a última temporada do Friends que me faltava! Agora minha coleção está completíssima e eu posso terminar a segunda temporada e começar a ver a 3ª que eu tava guardando para o caso de não conseguir comprar a 4ª a tempo. Mas agora eu posso ver todos os episódios, um atrás do outro, até o fim! uhu uhu uhu! ChuvaEstá chovendo em Porto Alegre. São pingos de chamas do fogo do inferno! March 01 É por isso que eu te amo...Cena:
Casal sentado na cama em frente à tv. Ao ver o comercial da Casa das Surdinas ele diz:
- Casa das surdinhas... quando eu era pequeno eu dizia Casa das Surdinhas, não sabia o que era surdina. Mas nunca entendi o que tinha a ver aquela cobra no logo...
- A Casa das Cobras Surdinhas! hehehe
- Pois é... que que tem a ver as freiras com a cobra?
- Quê??? huahua Que freiras??? huahauhua Além de pensar que que era surdinha tu ainda achava que as surdinhas eram freiras! huahaauh. Ai, ai... tu me mata!
- ?!?! |
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